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sábado, 29 de junho de 2013

Bom te ver!

Te vi do outro lado do salão, fingi que não. Você sorria algumas vezes, conversava e fingia que não dava bola. Eu de cá, te olhava com rabo de olho e percebia, sua tensão aumentava. Esperei a música acabar, as pessoas abrirem caminho, ficar sozinha. Seus olhos me pediam tanta coisa. Me limitei a abraço e beijo. O abraço podia ter sido mais apertado, mais demorado, melhor. O beijo podia ter sido um beijo. Não podia.

"Tudo bem?"
"Tudo e você? Pensei que não viria falar comigo."
"Bem. Nunca faria com isso."
"Bom te ver"
"Bom te ver bem".

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Você.

Ela é linda, me faz rir e esse seu jeito meio errado, que as vezes é quieta, as vezes falante demais, me tira do eixo, me deixa sem graça. Você mexe comigo menina, mas quando ficamos sozinhos, você corre e eu não sei como lhe falar.

Ele é lindo, sério que só, eu fico feliz quando sorri pra mim, quando fica sem graça com a minha implicância. Eu gosto da sua preocupação comigo, da sua responsabilidade exemplar e do seu jeito de lorde inglês de tratar as pessoas.

Menina, eu sinto que quero estar perto, e que você quer também, mas não entendo bem o que está passando, ou entendo, ainda não sei. Eu fico sério, você implica, fico alegre, também. Não falo nada, você reclama, eu falo, você me corta.

Menino, eu sei que você é bom, vai ser um cara de sucesso, (meu exemplo!) e eu lhe gosto um tanto. Me faz a companhia que preciso num momento que nem sabe que passo. Certas situações cotidianas não são as mesmas até você chegar, minha implicância com a sua seriedade é a minha forma de demonstrar meu carinho.Desculpa se desfaço, reclamo, mas eu te escuto, pode contar comigo, porque sempre vou contar com você. 

Meu anjo da guarda, que me dá um pouquinho do amor que eu preciso, eu preciso de você do lado, eu preciso de você comigo.

Eu preciso de você.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

historinha

Existia um menino e uma menina que se conheciam de longe, de nome e só de oi, de vez em quando.
Ele descobriu o tesouro dela, escondido nas páginas amareladas de um caderno esquecido na escola.

Ele a conheceu pelo que estava escrito ali, e embora estivesse disposto a encontrar a menina confusa que tinha escrito aquilo e lhe entregar os escritos, permanecia com ele, não por maldade,não podia, não era livre. Sentia que a conhecia, e a cada vez que lia, sentia mais vontade de ir lá, (re)conhecê-la e abraçá-la.

Até que um dia com mais coragem, ele resolveu ir atras dela, se olharam, se reconheceram. Conversaram,pouco, se leram...

Ela pensava cada vez mais nele, ele pensava a toda hora nela.

Ele só de olhar pra ela sorria, sem conseguir pensar em nada, senão nela.
Ela já o desvendava com os olhos e o sentia com o coração.

Foram encontros e desencontros...

Até que um dia, talvez por pensar nela a todo instante, ele confuso que só,
 resolveu lhe dar o coração,
sem mais, sem medo,sem dúvida.

Resolveu que ela deveria permanecer na sua vida, "mais perto se  perto, mesmo perto se longe".
Encontrou nela quem cuida-se dele, quem lhe fazia bem, que lhe fizesse acreditar mais, o alguém em quem podia confiar.
Queria lhe mostrar o coração,
um coração triste que nunca esteve
tão confuso,
                     tão certo
e com tanto amor pra dar.

[M.C.G.]
de quem pega parte das palavras da gente e transforma em história.